Desempregada, mulher mora em barraco de lona e pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia

Dois meses após marido morrer em um garimpo no Pará, Maria Cristina Alves dos Santos, de 55 anos, que está desempregada, diz que está vivendo de doações. Vídeo feito por ela mostra quando a água da chuva invade a casa, que é feita de lona e madeira e não tem porta.

Desempregada, mulher mora em barraco de lona e pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia
Mulher que mora em barraco de lona pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Maria Cristina Alves dos Santos

Uma mulher de 55 anos que vive em um barraco feito de lona pede ajuda para construir uma casa em melhores condições, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Desempregada, Maria Cristina Alves dos Santos conta que perdeu o marido há dois meses, enquanto ele trabalhava em um garimpo, no Pará. Desde então, as dificuldades só aumentaram.

“O que eu mais precisaria mesmo era arrumar melhor a minha casinha, porque, quando dá o vento, parece que vai cair. Está muito difícil para mim, em todos os sentidos. Eu tenho esperança que Deus é bom e que ele é misericordioso e é nisso que eu me seguro, na bondade de Deus. Qualquer ajuda está bom demais”, disse.

Natural de Imperatriz, no Maranhão, Maria Cristina conta que vive em Goiás desde 1993. Com a morte do marido, João Luiz, de 38 anos, que completa dois meses neste sábado (27), ela vive junto ao filho, de 41 anos, no Jardim Riviera, em Aparecida de Goiânia. Segundo ela, o filho vigia carros e cata reciclagem, mas o valor não é suficiente para mantê-los.

“O meu marido não tinha renda, nós fomos no ano passado para o Pará, tinha pouco tempo, ele trabalhou três meses e estava ganhando praticamente nada, a gente estava vivendo lá só pela comida. Ele faleceu porque uma barreira, dentro do garimpo, caiu por cima dele”, contou.

“Eu fui mais o meu esposo para o Pará, porque era para a gente construir o nosso barraquinho, fazer nossa casinha, mas infelizmente não deu tempo”, disse.

Maria Cristina conta que não recebe nenhum benefício do governo e que não tem condições de trabalhar. No ano passado, ela sofreu uma descarga elétrica ao pegar em uma extensão elétrica. Com o acidente, ela diz que teve hemorragia cerebral, hemorragia nasal interna, traumatismo craniano, e o deslocamento do ombro.

“Tem um ano que eu sofri uma descarga elétrica, e deu hemorragia cerebral, hemorragia nasal interna, traumatismo craniano, arrancou o meu ombro do lugar. Foi muito difícil, muito triste, até hoje eu tenho sequelas”, contou.

Mulher que mora em barraco de lona pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Maria Cristina Alves dos Santos

Mulher que mora em barraco de lona pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Maria Cristina Alves dos Santos

Com isso, Maria Cristina sobrevive com ajuda de doações. Atualmente, ela se alimenta com uma cesta doada por integrantes de uma igreja.

“Tem um pessoal da igreja que trouxe para mim esses dias umas compras, graças a Deus é o que está me alimentando, e eles disseram que vão trazer um fogão e um botijão. Trouxeram pratos e colheres, me ajudaram com algumas coisinhas, graças a Deus”, disse.

Mulher que mora em barraco de lona pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Maria Cristina Alves dos Santos

Mulher que mora em barraco de lona pede ajuda para construir casa em Aparecida de Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Maria Cristina Alves dos Santos

Na casa onde ela mora, que foi construída com madeira e lona pelo esposo dela, não há porta. Segundo a mulher, ela usa uma pedaço de madeira para protegê-los. Em um vídeo feito pela desempregada, ela mostra quando a água da chuva invade a casa e molha todo o local. Além disso, Maria Cristina diz que sofre com dores devido à espuma que usa como colchão.

“O que eu mais precisaria mesmo era arrumar melhor a minha casinha, porque quando dá o vento, eu juro que parece que ele vai cair. Se alguém pudesse me ajudar com um colchão também, porque eu durmo em um pedaço de espuma, então, eu amanheço toda doída, porque é muito duro, e machuca”, disse.